Papa pede ao Conselho Mundial de Igrejas que apoie missão da família

outubro 31, 2013
O papa Francisco enviou mensagem ao presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cardeal Kurt Koch, por ocasião da Assembleia Geral do Conselho Ecumênico Mundial das Igrejas (CMI), que tem início hoje, 30, e prossegue até 8 de novembro, em Busan, Coréia do Sul. Na mensagem, o papa Francisco manifesta o desejo de que a Assembleia ajude a consolidar o compromisso de todos os seguidores de Cristo na intensificação da oração e colaboração a serviço do Evangelho e do bem integral da família. “Que se apoie a missão da família como um pilar fundamental da sociedade, que se assegure educação integral aos jovens e que seja garantido a todos o livre exercício da liberdade religiosa”, disse. A Assembleia, que este ano aborda o tema “Deus da vida, conduze-os à justiça e à paz”, é considerada o órgão de gestão mais importante do Conselho Ecumênico e acontece a cada sete anos. Embora a Igreja Católica não seja membro deste organismo, uma delegação a representará e participará do evento como observadora. A Igreja Católica tem colaborado com o CMI, por meio da Comissão Fé e Constituição, na busca teológica sobre as principais questões que ainda dividem os cristãos no campo da eclesiologia. Além disso, participa do Grupo Misto de trabalho, responsável pelas diferentes atividades e iniciativas comuns. O Conselho Mundial de Igrejas foi fundado em 1948, em Amsterdã. A Assembleia do CMI reúne cerca de três mil líderes eclesiásticos, membros das igrejas e associados ecumênicos de quase todas as tradições cristãs do mundo. Esta é a décima edição do evento. A última Assembleia aconteceu em Porto Alegre (RS), em 2006.

 

Fonte: CNBB
Enviado por: Rafael E. Pickler

Comissão para Vida e Família da CNBB promove ações para Semana Nacional da Vida

setembro 2, 2013
A Igreja no Brasil realiza a Semana Nacional da Vida (SNV), de 1 a 7 de outubro, culminando com o Dia do Nascituro, no dia 8. A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família (CEPVF) da CNBB e a Comissão Nacional da Pastoral Familiar lançaram o subsídio “Hora da Vida” 2013. Em sua 3ª edição, a publicação apresenta sete encontros, sugestão de Vigília de Oração pela Vida e de celebração de apoio na realização da SNV, que este ano tem como tema central: “Cuidar da Vida e Transmitir a Fé”. Outra iniciativa da SNV diz respeito a uma carta enviada aos bispos e arcebispos do Brasil, na qual o presidente da CEPVF, dom João Carlos Petrini, pede para que atividades públicas e também no âmbito da comunidade sejam realizadas para colher assinaturas em favor da aprovação do Estatuto do Nascituro (PL 478/2007) na Câmara dos Deputados, em apoio aos deputados que pedem alteração da lei 12845/2013, que visa atendimento obrigatório a vítimas de violência sexual, mas que obriga também a administração da pílula do dia seguinte (pílula abortiva). Durante a SNV, as dioceses são convidadas a desenvolver atividades em torno do tema, focando sempre no direito à vida e na preservação da dignidade humana. Para colaborar com essas atividades, a CEPVF divulgou o lançamento da terceira edição do subsídio “Hora da Vida”, com objetivo de colaborar na preparação e na realização da SNV e do Dia do Nascituro. No texto de apresentação do subsídio “Hora da Vida”, dom João Carlos Petrini deseja que a publicação ajude a “despertar um verdadeiro amor à vida humana, de modo que cada ser chamado à existência seja acolhido, respeitado em sua dignidade, valorizado e amado desde a concepção até a sua morte natural.” De acordo com o assessor da CEPVF, padre Rafael Fornasier, o tema escolhido – “Cuidar da vida e transmitir a vida” –, “está na esteira das celebrações do Ano da Fé e da Semana Nacional da Família, cuja proposta se fundamenta na missão de toda Igreja visando a Nova Evangelização e a transmissão da fé em nossas famílias, comunidades e na sociedade, como aponta a nova Encíclica Lumen fidei (Luz da fé).” O Hora da Família traz sete propostas de roteiros de encontros e algumas sugestões de celebração e bênção. A publicação foi preparada com a contribuição de agentes da Pastoral Familiar, das Comissões de Promoção e Defesa da Vida e assessores. Informações sobre o subsídio e pedidos podem ser feitos pelos telefones (61) 3443 2900 / Fax: (61) 3443-4999 ou pelos e-mails vendas@cnpf.org.br; secren@cnpf.org.br. O material também estará a venda no site http://www.lojacnpf.org.br A Semana Nacional da Vida foi instituída em 2005 pela 43ª Assembleia Geral da CNBB. O Dia do Nascituro é um dia em homenagem ao novo ser humano, à criança que ainda vive dentro da barriga da mãe. A data celebra o direito à proteção da vida e saúde, à alimentação, ao respeito e a um nascimento sadio. O objetivo é suscitar nas consciências, nas famílias e na sociedade o reconhecimento do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos. Confira o vídeo para a Semana Nacional da Vida
Link Relacionado: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=hJTR4iJioWk
Fonte: CNBB

“O lugar certo para nós é junto a Cristo que se humilhou para servir”: o Papa Emérito Bento XVI na missa com ex-alunos

setembro 2, 2013
Encontramo-nos no caminho certo se tentamos tornarmo-nos em pessoas que descem para servir e levar a gratuidade de Deus. Isto é o essencial das palavras do Papa Emérito Bento XVI numa Missa celebrada neste Domingo na Capela do Governatorato no Vaticano na conclusão do seminário de Verão dos seus ex-alunos, mais conhecido por Ratzinger Schulerkreis. Este evento teve lugar em Castel Gandolfo subordinado ao tema: “A questão de Deus num cenário de secularização” – partindo da produção filosofica e teologica de Remi Brague, teórico francês premiado no ano passado com o Prémio Ratzinguer para a teologia. Cerca de 50 pessoas estiveram nesta Eucaristia que foi concelebrada pelo Cardeal Kurt Koch, presidente do Pontificio Conselho para a Promozione da Unidade da Cristãos e Christoph Schönborn, Arcebispo de Viena; estiveram também presentes os arcebispos Georg Gaenswein, Prefeito da Casa Pontificia e Barthelemy Adoukonou, secretário do Pontificio Conselho da Cultura, e ainda o bispo auxiliar de Hamburgo, mons. Hans-Jochen Jaschke. No Evangelho deste Domingo Jesus convidava-nos a tomarmos o último lugar. O Papa Emérito Bento XVI recordou na sua homilia que nas últimas décadas temos verificado que tantos que estavam em primeiro lugar foram, de repente, relegados para os últimos lugares. Mesmo na Última Ceia, diz Bento XVI, os discípulos procuravam os melhores lugares e Jesus apresenta-se na ocasião como Aquele que serve e veio para servir… Wer in dieser Welt und in dieser Geschichte vielleicht nach vorn gedrängt wird, … “ Quem, neste mundo e nesta História eventualmente seja empurrado para a frente e chega aos primeiros lugares, deve saber de estar em perigo; deve olhar ainda mais para o Senhor, medir-se com Ele, medir as suas responsabilidades para com os outros, deve tornar-se naquele que serve… O Papa Emérito Bento XVI, recordou que no Evangelho deste Domingo o Senhor nos diz quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado, “é o amor, o sim aos que sofrem e a elevação da humilhação.” Só assim, continua Bento XVI, entraremos na verdadeira grandeza de Deus. Numa homilia em que fez uma catequese sobre o sentido da humilhação de Cristo e sobre a essência do Amor de Deus. Segundo o Papa Emérito “a Cruz é um não-lugar, o lugar do despojamento, o último lugar, mas, para o qual João no Evangelho vê nesta humilhação extrema uma verdadeira exaltação.” Höher ist Jesus so; ja, Er ist auf der Höhe Gottes weil die Höhe des Kreuzes … “Assim Jesus é mais alto; sim está à altura de Deus porque a altura da Cruz é a altura do Amor de Deus, a altura da renúncia de si mesmo e da dedicação aos outros. Assim, este é o lugar do divino e devemos pedir a Deus para que nos faça compreender e aceitar com humildade este mistério da exaltação e da humilhação.” Bento XVI recordou ainda que sem a gratuidade do perdão nenhuma sociedade pode crescer, visto que as grandes coisas da vida como a amizade, o amor, a bondade e o perdão não as podemos pagar, são grátis porque é Deus que as dá… (RS)

 

Fonte: Rádio Vaticano

“Nunca mais a guerra! A paz é um dom muito precioso, que deve ser promovido e tutelado”, disse o Papa Francisco no Ângelus totalmente dedicado à paz.

setembro 2, 2013
O papa Francisco dedicou o Angelus deste domingo, 1º de setembro, ao tema da paz, recordando os tantos conflitos em diversas partes do mundo, no Oriente Médio e em especial na Síria. O pontífice disse estar “profundamente ferido” pelo que está acontecendo na Síria, naquele “martirizado país” e em outros locais de conflito e por isto convocou um Dia de Oração e Jejum para 7 de setembro, convidando a todos cristãos, fiéis de outras religiões e não-crentes. “Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra! A paz é um dom muito precioso, que deve ser promovido e tutelado”, disse o papa. “Com uma angústia crescente o grito da paz eleva-se de todas as partes da Terra, de todos os povos, do coração de cada um, da única grande família que é a humanidade”, continuou. O papa declarou ainda que acompanha, com preocupação, tantas situações de conflito. Mas que nestes dias tem o coração profundamente ferido pela situação da Síria. Francisco disse estar angustiado pelo dramático desenvolvimento dos acontecimentos. “Quanta devastação, quanta dor trouxe e traz o uso das armas naquele país martirizado”. “Com particular firmeza condeno o uso de armas químicas”, declarou veemente o Santo Padre, que conclamou a todos a pensarem em quantas crianças não poderão ver a luz de um futuro. “Existe um juízo de Deus e também um juízo da história sobre nossas ações ao qual não se pode escapar!”. “Não é nunca o uso da violência que leva à paz”, advertiu: “Guerra chama guerra, violência chama violência! Com todas as minhas forças peço às partes envolvidas no conflito para escutarem a voz de suas consciências, de não fecharem-se nos próprios interesses mas de olhar o outro como a um irmão e de tomarem, com coragem e decisão, o caminho do encontro e da negociação, superando a cega contraposição”. O papa então apelou à comunidade internacional para que realize todo esforço possível, promova sem demora iniciativas claras pela paz, baseadas no diálogo e na negociação para o bem de toda a população síria. “Que não sejam poupados esforços em garantir assistência humanitária a quem é atingido por este terrível conflito, em particular aos deslocados no país e aos numerosos refugiados nos países vizinhos”. Então o papa perguntou: “O que podemos nós fazer pela paz no mundo? A paz é um bem – recordou – que supera todas as barreiras porque é um bem de toda a humanidade”. “Repito em alta voz: Não é a cultura do confronto, a cultura do conflito que constrói a convivência nos povos e entre os povos, mas esta – a cultura do encontro, a cultura do diálogo, este é o único caminho para a paz. Que o grito da paz se eleve alto, para que chegue ao coração de todos, e que todos deponham as armas e deixem-se guiar por desejo de paz”. Por fim, o convite a todos os católicos, aos fiéis de outras religiões e aos não-crentes para participar de um Dia de Oração e Jejum pela Paz na Síria, no Oriente Médio e no mundo inteiro: “O 7 de setembro, na Praça São Pedro, aqui, das 19 até às 24 horas, nos reuniremos em oração e em espírito de penitência, para pedir a Deus este grande dom para a amada Nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo. A humanidade tem necessidade de ver gestos de paz e de sentir palavras de esperança e de paz”.

Semana Social Brasileira propõe diálogo com a educação

agosto 30, 2013
O assessor da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB, padre Nelito Dornelas, participou como convidado, nesta quinta-feira (29), do projeto Diálogos Pastorais que é uma iniciativa do Comitê de Pastoral da Província Marista Brasil Centro-Norte. Na oportunidade, ele abordou o tema da 5ª Semana Social Brasileira, evento que será realizado, de 02 a 05 de setembro, em Brasília (DF). O assessor fez o retrospecto histórico sobre o Estado Brasileiro, que inspira a Semana este ano, com o tema “O Estado que temos e o Estado que queremos?” e trouxe dados sociais e políticos que impulsionaram a CNBB a mobilizar a sociedade para a promoção do bem comum. “Vivemos uma crise de valores, em um Estado – empresa, ainda a serviço das forças hegemônicas do capital”, destacou padre Nelito. Dentre os desafios a serem enfrentados estão, segundo ele, a dificuldade de diálogo, o excesso de gastos com juros das dívidas públicas e o distanciamento dos movimentos sociais. Para padre Nelito, a Semana Social Brasileira é a oportunidade de dar visibilidade e integrar as pastorais, os indígenas, pescadores, quilombolas, as comunidades eclesiais e outros grupos, que participarão das reflexões e debates durante o evento.
Fonte: CNBB

Sempre a caminho com a paz da inquietação! Santo Agostinho ensina a inquietação que leva ao amor a Deus e aos outros

agosto 30, 2013
É a inquietação do coração que leva a Deus e ao amor. Esta a mensagem que Papa Francisco deixou aos Padres Agostinhos, na missa de abertura do seu Capítulo Geral, na basílica romana de Santo Agostinho (na foto, saudando o Prior Geral, Padre Prevost). Na celebração tomaram parte padres dos cinco continentes, religiosas e leigos consagrados, que seguem a Regra do bispo de Hipona, e alguns poucos leigos da paróquia local. À sua chegada, o Papa deteve-se a saudar as pessoas que o aguardavam em grande número. Na homilia, comentando a famosa expressão de Santo Agostinho – “O nosso coração está inquieto enquanto não repousa em Ti, Senhor”, o Papa reflectiu sobre três tipos de inquietação: a inquietação da busca espiritual, a do encontro com Deus e a inquietação do amor. Trata-se das “inquietações” que Agostinho nos convida a suscitar e a manter vivas na nossa vida. De facto, Agostinho tem ainda algo a ensinar-nos – sublinhou o Papa, recordando o seu percurso pessoal de busca de Deus e do amor. “Agostinho é um homem realizado, tem tudo, mas no seu coração permanece a inquietação da busca do sentido profundo da vida: o seu coração não está adormecido. Diria: não esta anestesiado pelo sucesso, pelas coisas, pelo poder”. Agostinho não se fecha em si mesmo… Mesmo se comete erros, peca… não perde a inquietação da busca espiritual. E assim descobre que Deus o esperava, mais ainda – que nunca tinha deixado de o procurar… “Quereria dizer – a quem se sente indiferente em relação a Deus, em relação à fé, a quem está longe de Deus ou o abandonou, e também a nós, com os nossos afastamentos e os nossos abandonos para com Deus, porventura pequenos, mas tantos na nossa vida quotidiana: olha para o mais fundo do teu coração, olha para o íntimo de ti mesmo, e interroga-te: tens um coração que deseja algo de grande ou um coração adormecido, anestesiado, pelas coisas? O teu coração conservou a inquietação da busca ou deixaste-o sufocar pelas coisas, que acabam por o atrofiar?” A inquietação do coração leva Agostinho ao encontro de Cristo – prosseguiu o Papa Francisco: “Até mesmo na descoberta e no encontro com Deus, Agostinho não se detém, não se conforma, não se fecha em si mesmo, como quem chegou à meta, mas prossegue o caminho. A inquietação da busca da verdade, da busca de Deus, torna-se a inquietação de O conhecer cada vez mais e de sair de si mesmo para O dar a conhecer aos outros. É precisamente esta a inquietação do amor”. Uma inquietação que se torna “pastoral” – observa o Papa dirigindo-se aos Padres da Ordem de Santo Agostinho: “Agostinho deixa-se inquietar por Deus, não se cansa de anunciá-Lo, de evangelizar com coragem, sem temor, procura ser imagem de Jesus Bom Pastor que conhece as suas ovelhas – mais ainda: que sente o odor do rebanho – e sai à busca das ovelhas extraviadas. Agostinho vive aquilo que São Paulo indica a Timóteo e a cada um de nós: anuncia a palavra, insiste a propósito e fora de propósito, anuncia o Evangelho com o coração magnânimo, grande, de um Pastor que é inquieto pelas suas ovelhas. O tesouro de Agostinho é precisamente esta atitude: sair sempre em direcção a Deus, sair sempre em direcção ao rebanho… é um homem em tensão entre estas duas saídas… não privatizar o amor… sempre a caminho!… Sempre inquieto! É a paz da inquietação”.
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Fonte: Rádio Vaticano

Diálogo e negociação entre todas as componentes da sociedade única opção para pôr termo ao conflito da Síria: sublinhado na audiência do Papa ao Rei da Jordânia

agosto 30, 2013
Na manhã desta quinta-feira, 29 de Agosto, o Santo Padre recebeu Sua Majestade o Rei da Jordânia, Abdullah II, e a Rainha Rania. Seguidamente o Soberano teve um encontro com o Cardeal Tarcísio Bertone, Secretário de Estado, que se encontrava acompanhado pelo Arcebispo D. Dominique Mamberti, Secretário para as Relações com os Estados. Como informa o comunicado oficial, no decurso dos colóquios foram passados em resenha alguns temas de interesse comum, sobretudo a promoção da paz e da estabilidade no Médio Oriente, com particular referência ao retomar das negociações entre Israelitas e Palestinianos e à questão de Jerusalém. Reservou-se especial atenção à trágica situação em que se encontra a Síria. A este propósito foi reafirmado que a via do diálogo e da negociação entre todas as componentes da sociedade síria, com o apoio da comunidade internacional, é a única opção para pôr termo ao conflito e às violências que em cada dia causam a perda de tantas vidas humanas, sobretudo entre a população inerme. O comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé conclui referindo ainda o apreço manifestado pelo empenho do Rei Abdullah no campo do diálogo inter-religioso e pela iniciativa de convocar em Amã, no início de Setembro, uma Conferência sobre os desafios que os Cristãos no Médio Oriente têm que enfrentar, particularmente neste período de transformações sociopolíticas. Sublinhado também o contributo positivo que as comunidades cristãs fornecem à sociedade da Região, de que são parte integrante. A propósito da audiência do Papa Francisco ao rei Abdallah da Jordânia, esta manhã, num momento tão delicado para todo o Médio Oriente, Alessandro Gisotti entrevistou o arcebispo Maoun Lahham, vigário patriarcal para a Jordânia, do Patriarcado Latino de Jerusalém: – A Jordânia é um país que inspira paz, embora exista receio por aquilo que se está preparando. Esperemos que não aconteça. Penso que a visita do Rei ao Pontífice é uma ocasião, antes de mais, para falar da paz na Terra Santa e na Jordânia, mas especialmente na Síria, com todas as ameaças que temos vindo a ouvir. Por aquilo que está a acontecer, a Jordânia, não obstante seja um pequeno país, desempenha um papel importante para a paz síria. Esperemos que os “grandes” cheguem à paz, em vez de fazerem a guerra, que encontrem uma solução pacífica. E esperemos que a Jordânia possa desempenhar um papel positivo, unindo-se à posição da Santa Sé. – Obviamente que há uma esperança de paz, embora se fale de uma intervenção militar… – É terrível! Sim, temos verdadeiramente medo! – Medo de que se alargue e piore uma situação já tão dramática e complicada… – Absolutamente, porque a violência gera sempre violência. E ninguém acredita no interesse dos Estados Unidos e da Europa pelos direitos do homem ou pela defesa dos mais débeis, ninguém acredita nisso. Não há ninguém que creia nisso! Todos procuram os seus próprios interesses políticos e económicos. E como ninguém acredita na sua boa vontade, não queremos que esta vontade de guerra se aplique à Síria. Esperemos que prevaleça a voz da razão, e para nós a voz da fé, e que se encontre uma solução pacífica para a crise.

 

Fonte: Rádio Vaticano

Apostai na beleza, bondade e Verdade – Papa aos jovens de Piacenza-Bobbio

agosto 29, 2013
Quarta-feira à tarde, às 16 horas, o Papa recebeu na Basílica de São Pedro um grupo de 500 jovens da Diocese de Piacenza-Bobbio, (Itália central) vindos em peregrinação à Sé de Pedro no âmbito do Ano da Fé, e como etapa importante dum percurso de fé que têm vindo a fazer. Depois de receber as saudações do bispo daquela Diocese, D. Gianni Ambrósio que, a pedido dos jovens, se dirigiu ao Santo Padre como “caríssimo Papa Francisco”, o Papa tomou a palavra dizendo que tinha lá ido por egoísmo, isto é porque gosta de estar com os jovens. Jovens que ele considera portadores, artífices de esperança, artesãos do futuro com todas as ilusões, belezas e responsabilidades que isto comporta. Para o Papa Francisco o jovem deve ser alegre, ter grandes ideais e apostar em coisas grandes e belas e isto porque traz em si três grandes desejos: o desejo da beleza, da bondade e da Verdade… “Vocês gostam da beleza e quando fazeis música, teatro, pintura, coisas de beleza, estais a procurar a beleza, vós sois pesquisadores da beleza. (…) vós sois profetas da bondade (…) e esta bondade é contagiosa, eh! Ajuda todos os outros. (…) vós tendes também sede de Verdade: procurais a Verdade…. “Mas Padre, eu possuo a Verdade!”.… Estás enganado eh!, porque a Verdade não se possui, não a trazemos … encontra-se. É um encontro, com a Verdade, com Deus, mas é preciso procurá-la”. O Papa prosseguiu incitando os jovens a não serem preguiçosos, a enfrentarem com coragem este triplo desafio… a apostarem no grande ideal de construir um mundo de bondade, beleza e verdade. E a fazerem barulho, a irem contracorrente em relação à civilização do mal que lhes propõe o álcool, a droga… “Ide em frente. Mas com os valores da beleza, da bondade e da Verdade”, disse-lhe a concluir e convidando-os a rezar juntos a Nossa Senhora, Mãe da Beleza, da Bondade, da Verdade, mulher corajosa…
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Fonte: Rádio Vaticano

Santo Agostinho ensina-a inquietação que leva ao amor a Deus e aos outros. Sempre a caminho, com a paz da inquietação!

agosto 29, 2013
É a inquietação do coração que leva a Deus e ao amor. Esta a mensagem que Papa Francisco deixou aos Padres Agostinhos, na missa de abertura do seu Capítulo Geral, na basílica romana de Santo Agostinho (na foto, saudando o Prior Geral, Padre Prevost). Na celebração tomaram parte padres dos cinco continentes, religiosas e leigos consagrados, que seguem a Regra do bispo de Hipona, e alguns poucos leigos da paróquia local. À sua chegada, o Papa deteve-se a saudar as pessoas que o aguardavam em grande número. Na homilia, comentando a famosa expressão de Santo Agostinho – “O nosso coração está inquieto enquanto não repousa em Ti, Senhor”, o Papa reflectiu sobre três tipos de inquietação: a inquietação da busca espiritual, a do encontro com Deus e a inquietação do amor. Trata-se das “inquietações” que Agostinho nos convida a suscitar e a manter vivas na nossa vida. De facto, Agostinho tem ainda algo a ensinar-nos – sublinhou o Papa, recordando o seu percurso pessoal de busca de Deus e do amor. “Agostinho é um homem realizado, tem tudo, mas no seu coração permanece a inquietação da busca do sentido profundo da vida: o seu coração não está adormecido. Diria: não esta anestesiado pelo sucesso, pelas coisas, pelo poder”. Agostinho não se fecha em si mesmo… Mesmo se comete erros, peca… não perde a inquietação da busca espiritual. E assim descobre que Deus o esperava, mais ainda – que nunca tinha deixado de o procurar… “Quereria dizer – a quem se sente indiferente em relação a Deus, em relação à fé, a quem está longe de Deus ou o abandonou, e também a nós, com os nossos afastamentos e os nossos abandonos para com Deus, porventura pequenos, mas tantos na nossa vida quotidiana: olha para o mais fundo do teu coração, olha para o íntimo de ti mesmo, e interroga-te: tens um coração que deseja algo de grande ou um coração adormecido, anestesiado, pelas coisas? O teu coração conservou a inquietação da busca ou deixaste-o sufocar pelas coisas, que acabam por o atrofiar?” A inquietação do coração leva Agostinho ao encontro de Cristo – prosseguiu o Papa Francisco: “Até mesmo na descoberta e no encontro com Deus, Agostinho não se detém, não se conforma, não se fecha em si mesmo, como quem chegou à meta, mas prossegue o caminho. A inquietação da busca da verdade, da busca de Deus, torna-se a inquietação de O conhecer cada vez mais e de sair de si mesmo para O dar a conhecer aos outros. É precisamente esta a inquietação do amor”. Uma inquietação que se torna “pastoral” – observa o Papa dirigindo-se aos Padres da Ordem de Santo Agostinho: “Agostinho deixa-se inquietar por Deus, não se cansa de anunciá-Lo, de evangelizar com coragem, sem temor, procura ser imagem de Jesus Bom Pastor que conhece as suas ovelhas – mais ainda: que sente o odor do rebanho – e sai à busca das ovelhas extraviadas. Agostinho vive aquilo que São Paulo indica a Timóteo e a cada um de nós: anuncia a palavra, insiste a propósito e fora de propósito, anuncia o Evangelho com o coração magnânimo, grande, de um Pastor que é inquieto pelas suas ovelhas. O tesouro de Agostinho é precisamente esta atitude: sair sempre em direcção a Deus, sair sempre em direcção ao rebanho… é um homem em tensão entre estas duas saídas… não privatizar o amor… sempre a caminho!… Sempre inquieto! É a paz da inquietação”.

 

Fonte: Rádio Vaticano

Pastoral da Criança orienta famílias sobre como cuidar melhor de um bebê

agosto 27, 2013
A Pastoral da Criança, em seu novo site, apresenta semanalmente esclarecimentos sobre a vida da gestante, do bebê e da criança. Questões como vacinação, leite materno e a primeira dose de antibiótico são exemplos de assuntos disponibilizados no portal da Pastoral, por meio de sugestões, entrevistas feitas com a finalidade de orientar e garantir mais saúde e qualidade de vida para a mãe e a criança. Trata-se também de um espaço de interação e troca de experiências. Nesta semana, o tema em foco é o primeiro mês de vida de um bebê. Sobre este assunto, a enfermeira da Pastoral da Criança, Regina Reinaldin, explica a respeito do desenvolvimento e dos cuidados que se deve ter nos primeiros dias de vida de uma criança, dá dicas de como deve ser a alimentação, higiene, vacinação, por exemplo. “Os cuidados com o bebê no primeiro mês de vida são muito importantes. Infelizmente, metade das mortes de bebês, que ocorre no primeiro ano de vida, acontece no primeiro mês. Por isso, garantir os cuidados com a saúde, a alimentação, a higiene e a prevenção de doenças, ao lado do conforto e do carinho, com certeza ajuda muito a evitar tantas perdas”, afirma Regina. Para ajudar nesta orientação, a Pastoral da Criança também produziu o programa Viva a Vida. Os áudios estão disponíveis no site para download. Informações: www. pastoraldacrianca.org.br
Link Relacionado: www. pastoraldacrianca.org.br

 

Fonte: CNBB